XXI ENCOB 2019 - Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas - Gestão das Águas - #Falacomitê - 21 a 25 de outubro de 2019 - Foz do Iguaçu - PR - Inscreva-se Gratuitamente

GESTÃO DAS ÁGUAS | #FALACOMITÊ

Atividades

OFICINA 07
SUSTENTABILIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
21/10/2019 - 09:00 - 17:00

Ministrante

Patrícia Barbosa Fazano - Vice-Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paranapanema (CBH-MP)

Descrição

A Agenda Ambiental na Administração Pública–A3P é um projeto que se iniciou no Ministério do Meio Ambiente, em 1999, e possui um papel estratégico na revisão dos padrões de produção e consumo e na adoção de novos referenciais em busca da sustentabilidade socioambiental no âmbito da administração pública.

A A3P é uma agenda pioneira e um marco indutor de ações de sustentabilidade nos órgãos públicos. Parte do princípio de que a administração pública deve dar o exemplo na mudança dos padrões de produção e consumo. A agenda não é restrita ao meio ambiente. É mais ampla, trata de sustentabilidade, ou seja, envolve reduzir desperdícios, economizar recursos naturais e recursos públicos, proteger o meio ambiente e proporcionar qualidade de vida no trabalho.

 

Atualmente, é a principal ação para o estabelecimento de um novo padrão de responsabilidade nas atividades-meio da gestão pública. A A3P foi concebida com o objetivo principal de estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios socioambientais nas ações e na atuação do governo, levando à economia de recursos naturais e à redução de gastos institucionais por meio do uso racional de bens e serviços e da gestão adequada dos resíduos.

 

Para atingir seus objetivos, a A3P foi estruturada em torno de várias atividades estratégicas, baseados em seis eixos temáticos prioritários:

  1. Gestão dos resíduos gerados;

  2. Uso racional dos recursos naturais e bens públicos;

  3. Construções, reformas e ampliações sustentáveis;

  4. Compras públicas sustentáveis;

  5. Qualidade de vida no ambiente de trabalho; e

  6. Sensibilização e capacitação dos servidores.

 

A preocupação com a sustentabilidade no âmbito das instituições públicas tem sido cada vez mais frequente, onde os próprios administradores e demais servidores assumem atitudes profissionais mais eficientes em prol da gestão socioambiental, passando a ser os principais protagonistas destas mudanças.

 

A administração pública deve ser incentivada a realizar ações de sustentabilidade, no sentido de dar o exemplo, contribuindo com o processo de sensibilização, responsabilidade e inserção de critérios socioambientais, visando mudanças de hábitos e de práticas capazes de transpor o discurso em direção ao compromisso efetivo da construção de uma nova cultura institucional na instituição pública.

 

Quando aplicamos a Gestão das Águas na Agenda Ambiental, nos deparamos com a escassez de água potável que está entre os grandes desafios da humanidade a serem resolvidos pelas gerações futuras, juntamente com a geração de energia, produção de alimentos, melhor distribuição das riquezas, entre outros.

 

Inúmeras são as previsões relativas à escassez de água, em consequência da desconsideração da sua esgotabilidade. A água é um dos recursos naturais fundamentais para as diferentes atividades humanas e para a vida, de uma forma geral.

O ciclo da água no mundo faz com que a distribuição do recurso hídrico seja naturalmente irregular, determinando áreas muito úmidas e outras muito secas. Embora a disponibilidade de água per capita do Brasil indique uma situação satisfatória, quando comparada aos demais países, grande parte desse recurso encontra-se na região Amazônica, que representa o menor contingente populacional do país. Devemos, ainda, considerar a alteração do ciclo hidrológico causada pelo homem, tornando o recurso água ainda mais escasso no mundo. Dentre os motivos, temos as perdas físicas devido ao desperdício e aos vazamentos, além do aumento da demanda populacional.

 

Segundo a Agência Nacional de Águas “2013” O Brasil detém 13% das reservas de água doce do Planeta, que são de apenas 3%. Esta visão de abundância, aliada à grande dimensão continental do País, favoreceu o desenvolvimento de uma consciência de inesgotabilidade, isto é, um consumo distante dos princípios de sustentabilidade e sem preocupação com a escassez. A elevada taxa de desperdício de água no Brasil, 70%, comprova essa despreocupação. Para isso, a primeira e principal medida é a conscientização e vontade para agir.

 

 

Benefícios do uso racional da água no órgão público

  • Reduz a quantidade de água extraída das fontes superficiais e subterrâneas;

  • Reduz o consumo;

  • Reduz o desperdício;

  • Evita a poluição;

  • Aumenta a eficiência do uso da água;

  • Aumenta a reutilização da água.

 

Como parte da nova cultura de gestão da água, mudar os hábitos cotidianos é responsabilidade de cada um. Medidas simples de serem adotadas no ambiente de trabalho que remetem à mudança de postura devem ser estimuladas como, por exemplo, comunicar os responsáveis se houver vazamentos em torneiras, descargas e bebedouros; sugerir a adoção de equipamentos de alta pressão de água que permitam uma limpeza efetiva e com grande economia; ou ainda, sugerir a colocação de adesivos com mensagens educativas e simpáticas, lembrando a todos, da necessidade do bom uso da água no ambiente de trabalho.

 

A seguir, alguns procedimentos para o uso racional da água nos órgãos públicos:

  • Elaborar o diagnóstico de demanda e uso de água;

  • Observe as contas de água do edifício. Este procedimento poderá indicar aumentos de consumo incomuns que podem representar vazamentos ou desperdício de água pelos usuários;

  • Adotar como rotina diária, inspeções nas instalações hidrossanitárias da edificação, com o objetivo de detectar vazamentos e uso inadequado dos recursos disponíveis;

  • Adequar toda a instalação hidrossanitária às normas e padrões exigidos pela legislação, bem como a critérios de sustentabilidade;

  • Substituir válvulas de descarga e torneiras por sistemas eficientes;

  • Otimizar a vazão das torneiras dos lavatórios, através da troca das válvulas ou

  • solução alternativa;

  • Promover a individualização dos hidrômetros por andar;

  • Implantar sistema de aproveitamento de águas pluviais e reaproveitamento de águas cinza nas instalações sanitárias, limpeza de garagens e automóveis e para irrigação de jardins;

  • Promover campanhas de conscientização para o não desperdício da água por meio de adesivos com mensagens educativas lembrando a todos da necessidade do bom uso da água no ambiente de trabalho, entre outras ações

 

(Por Patrícia Fazano).

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